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      No dia 24 de junho de 2026, a Comissão Europeia apresentou a proposta Direct Tax Omnibus, um pacote legislativo que visa simplificar diversas regras fiscais da União Europeia, reduzir encargos administrativos e reforçar a competitividade do mercado interno europeu. Esta iniciativa resulta da agenda mais ampla da Comissão Europeia para reforçar a competitividade e visa responder às preocupações das empresas quanto ao aumento dos custos de contexto decorrentes da atual complexidade normativa no espaço europeu.

      A maioria das medidas propostas apenas deverá entrar em vigor a partir de 2029, estando ainda sujeita a negociação e aprovação pelos Estados-Membros.

      Entre as principais medidas propostas destacam-se:

       


      • Alargamento das isenções de retenção na fonte sobre dividendos, juros e royalties pagos entre entidades da UE, eliminando gradualmente alguns dos atuais requisitos mínimos de participação.
      • Simplificação de procedimentos administrativos, incluindo a eliminação de determinadas formalidades prévias para obtenção de benefícios previstos nas diretivas europeias aplicáveis a pagamentos intracomunitários.
      • Atualização da Diretiva das Fusões, alinhando as regras fiscais com os mais recentes regimes europeus de reorganização societária transfronteiriça (EU Mobility Directive – (EU) 2019/2121), permitindo uma maior abrangência de operações realizadas com neutralidade fiscal.
      • Revisão das regras de limitação à dedução de gastos de financiamento, prevendo uma maior harmonização entre os Estados-Membros e introduzindo novas exceções que poderão permitir uma dedução mais ampla em determinadas situações.
      • Criação de um incentivo europeu à Investigação e Desenvolvimento (I&D), permitindo a dedução de determinados investimentos relacionados com atividades de inovação e desenvolvimento tecnológico.

      Outras medidas de simplificação e harmonização, incluindo alterações às regras de imputação de lucros - CFC, eliminação de determinadas regras sobre mismatches híbridos importados, aperfeiçoamento dos mecanismos europeus de resolução de litígios fiscais e ampliação do âmbito da Diretiva FASTER.

      A proposta representa uma mudança relevante na política fiscal europeia, procurando equilibrar os objetivos de prevenção da erosão da base tributável com medidas de simplificação e promoção do investimento. No entanto, por se tratar ainda de uma proposta da Comissão Europeia, o seu conteúdo poderá sofrer alterações durante o processo legislativo.

      A KPMG está a acompanhar os desenvolvimentos relativos a este tema, considerando os impactos que estas alterações terão nas operações dos grupos multinacionais. 



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