Como já divulgado amplamente no mercado, a IFRS 18 – Presentation and Disclosure in the Financial Statements substituirá a IAS 1 – Presentation of Financial Statements e irá afetar de maneira relevante a forma com que as companhias divulgam suas demonstrações financeiras. Essa nova norma contábil é uma resposta aos pedidos dos investidores por informações mais relevantes que também se beneficiarão de uma maior consistência nas apresentação do resultado e dos fluxos de caixa, além de informações mais desagregadas.
Os principais impactos da IFRS 18 podem ser divididos em três grupos:
- Demonstração mais estruturada de resultados: Novos subgrupos deverão ser criados, incluindo o “lucro operacional”. Adicionalmente, a demonstração de resultados deverá ser classificada em três categorias: operacional, investimento e financiamento, ficando essa classificação dependente da definição da atividade principal da instituição.
- Medidas de Desempenho Gerencial (“MPMs”) - Divulgadas e sujeitas à auditoria: Definição do conceito de MPMs, que atualmente são comumente conhecidas como medidas não contábeis, medidas alternativas de desempenho (APMs) ou indicadores-chave de desempenho (KPIs). A IFRS 18 irá exigir que determinadas medidas de desempenho “não contábeis” sejam reportadas nas demonstrações financeiras e sujeitas a auditoria externa, caso atendam aos critérios da MPMs.
- Maior desagregação de informações: Para oferecer aos investidores uma melhor visão do desempenho financeiro, a nova norma abrange orientações aprimoradas acerca de como as empresas agrupam as informações nas demonstrações financeiras. Isso engloba orientações sobre se os dados estão incluídos nas demonstrações financeiras primárias ou se estão mais desagregados nas notas explicativas.