World Economic Forum

A Reunião Anual do Fórum Económico Mundial (WEF) realizou-se em Davos, na Suíça, de 19 a 22 de Janeiro de 2026.

 

Este ano o tema foi “A Spirit of Dialogue”  (Um Espírito de Diálogo), e abordou a mudança do paradigma tecnológico, que está a redefinir a forma como vivemos e trabalhamos e a impulsionar novas oportunidades de crescimento, incluindo a Inteligencia Artificial (IA), computação quântica, biotecnologia avançada e os sistemas energéticos.

Num contexto de crescente complexidade e rápida inovação, a necessidade de uma plataforma de confiança e imparcial para o diálogo global é mais crítica do que nunca.

O fórum deu ênfase ao alargamento de perspetivas, ao incentivo à discussão aberta e à reconstrução da confiança na geopolítica, na economia e na sociedade.

Com líderes de todo o mundo presentes, a rede global e a experiência da KPMG permitiu aos seus profissionais promover a colaboração, defender parcerias público-privadas e desenvolver soluções para um futuro mais sustentável.

 

Descubra aqui todas as atualizações deste encontro, onde fornecemos perspetivas, insights e highlights sobre temas-chave, tanto setoriais como transversais, que têm impacto nos negócios, nas pessoas e no planeta.

Highlights do World Economic Forum | Davos 2026

 

A Reunião Anual do Fórum Económico Mundial (WEF) foi marcada pelas mensagens de alguns dos principais decisores políticos presentes no evento. As principais tensões geopolíticas que afetam o Mundo e a forma como devemos incorporar a evolução tecnológica – sobretudo da IA – na nossa sociedade, foram temas em grande destaque nesta semana de discursos e conversações. Depois da abertura do evento, a 19 de janeiro, que serviu para marcar o tom pretendido para este fórum – “A Spirit of Dialogue” – as principais preocupações dos líderes políticos e empresariais foram colocadas em cima da mesa.

A KPMG foi parte integrante deste momento que junta milhares de pessoas de todo o planeta em torno dos avanços tecnológicos e das relações comerciais que afetam a economia mundial. Por esse motivo, a nossa organização esteve presente em diversos painéis, com insights valiosos sobre inovação digital e IA, sempre balizados pela busca de um futuro mais sustentável no setor empresarial.

Leia aqui o resumo dos principais acontecimentos e intervenções, que marcaram o arranque de uma semana que foi decisiva para a discussão dos assuntos mais importantes da atualidade.

1. O Presidente e CEO do Fórum Económico Mundial, Børge Brende, abriu o evento com um discurso centrado no crescimento da economia, impulsionado pela evolução tecnológica. Børge Brende considera que “estamos a entrar numa nova realidade, cujos contornos ainda estão a ser definidos” e admite que as novas tecnologias podem desempenhar um papel de destaque no crescimento económico das próximas décadas.

2. O Diretor Executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, deixou o alerta de que a segurança energética deve ser vista como um tópico de segurança nacional por todos os países. Explica que com o crescimento da oferta de IA e Data Centers, aparelhos térmicos e carros elétricos, a procura por fontes de energia vai continuar a aumentar substancialmente e tornar-se cada vez mais importante.

3. Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, aproveitou o momento para argumentar que a Gronelândia é um território fundamental para a estratégia de segurança nacional do país. As pretensões territoriais norte-americanas estão a aumentar a tensão diplomática com a U.E. e a Dinamarca, país que detém a soberania deste território. Bessent apela à contenção à medida que as conversações prosseguem em Davos e pede para que os países europeus não retaliem.

4. “Os choques geopolíticos podem e devem servir como uma oportunidade”, é o que defende a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A representante da União Europeia falou sobre a situação na Gronelândia, diz que a soberania deste Estado semiautónomo e da Dinamarca é não negociável e que a imposição de mais tarifas por parte dos Estados Unidos é um erro. Ursula von der Leyen refere que se as alterações geopolíticas a que estamos a assistir hoje são permanentes, deve ser desenhada uma nova Europa independente e com parceiros diversificados. Neste sentido, fez referência ao acordo assinado recentemente com os países da Mercosul e anunciou que está iminente um acordo comercial histórico com a Índia.

5. A Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, deixou o aviso de que uma nova guerra comercial vai afectar o crescimento económico mundial. Georgieva diz que as projeções económicas para 2026 são mais positivas em relação ao ano anterior, devido à quebra do impacto das tarifas comerciais dos Estados Unidos. A líder do FMI considera que seria bom para a economia mundial e para todos os países que se mantivesse a estabilidade comercial.

6. A juntar-se às críticas à administração de Donald Trump, em Davos, esteve Emmanuel Macron. O Presidente francês deixou a ameaça de que a Europa pode ativar o mecanismo de Anti-Coerção (uma ferramenta que permite à União Europeia impor estratégias económicas punitivas) se os Estados Unidos aumentarem as tarifas comerciais aos países europeus. Macron acrescenta que não faz qualquer sentido ameaçar aliados com tarifas, numa referência às posições de Donald Trump em relação à Gronelândia. Por outro lado, o Chefe de Estado francês indica que é fundamental para a Europa investir em áreas inovadoras como IA e energia limpa.

7. O Presidente dos Estados Unidos da América endereçou com especial destaque, no Fórum Económico Mundial, as questões geopolíticas que afectam neste momento o planeta. Donald Trump reforçou as pretensões norte-americanas sobre a Gronelândia, que classifica como um território fundamental para a defesa do Mundo Ocidental e dos Estados Unidos. No campo económico, refere que a Europa tem de melhorar no que diz respeito à sua estratégia para a energia, comércio, imigração e crescimento económico. O Presidente dos EUA considera ainda um erro o abrandamento da exploração petrolífera no Mar do Norte.

8. A Directora-Geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, revelou que um estudo do FMI prevê que a IA impacte 60% dos empregos seja através do seu reforço, eliminação ou transformação. Georgieva reiterou que nas economias avançadas, um em cada dez empregos já foi reforçado pela IA, com benefícios para essas economias.

9. A Directora-Geral da Organização Mundial de Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala, prevê que a disrupção causada pela imposição de tarifas comerciais e tensões geopolíticas não vai ser completamente revertida. A representante desta organização considera que a incerteza do actual contexto global impede um regresso àquilo que já foi o comércio global.

Com o fim do Fórum Económico Mundial em Davos de 2026, a KPMG mantém o seu compromisso em promover o diálogo e a colaboração sobre os desafios globais mais prementes. Através da participação activa em discussões sobre tensões geopolíticas, evolução tecnológica e crescimento sustentável, os nossos profissionais contribuíram com insights que apoiam economias resilientes, inovação inclusiva e uma visão partilhada para o futuro. Esperamos continuar estas conversas e trabalhar em conjunto com líderes globais e locais para transformar o diálogo estratégico em acções concretas.